THE PENULTIMATE POEM

I also know about making conjectures.
In each thing it is what it is that inspires.
In the plants that are far away they are little nymphs.
If an animal is a being inside she is also remote.
In humans she’s the life that lives in him and is already in him.
In the gods she is about the same size
And the same space as your body
And she’s the same thing as your body.
That is why we say that the gods never die.
That is why the gods have no body and soul
But only bodies are perfect
When the body ‘is’ within her soul
And then we have consciousness in her divine flesh.

 

David Scanlon – England – (1963 – )

Pessoa, F. (2018) Poems of Alberto Caeiro. In Portuguese and translated to English by David Scanlon. The Foolish Poet Press, Wilmslow, Portugal. THE PENULTIMATE POEM. Page Number 49.

O PENÚLTIMO POEMA

Também sei fazer conjecturas.
Há em cada coisa aquilo que ela é que a anima.
Na planta está por fora e é uma ninfa pequena.
No animal é um ser interior longínquo.
No homem é a alma que vive com ele e é já ele.
Nos deuses tem o mesmo tamanho
E o mesmo espaço que o corpo
E é a mesma coisa que o corpo.
Por isso se diz que os deuses nunca morrem.
Por isso os deuses não têm corpo e alma
Mas só corpo e são perfeitos.
O corpo é que lhes é alma
E têm a consciência na própria carne divina.

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa – Portugal – (1888 - 1935)

Caeiro, A. (1931) ”Poemas Inconsultos.” Presença, 31-32, Jun. Presença; Coimbra.

Work is no longer protected by copyright.

 

Print Friendly, PDF & Email
This entry was posted in David Scanlon (Translations), Fernando Pessoa, Poetry, Translation and tagged , , , , , . Bookmark the permalink.