I SPENT THE WHOLE NIGHT, WITHOUT SLEEP, SEEING, WITHOUT SPACE, HER MIRAGE

I spent the whole night, without sleep, seeing, without space, her mirage,
And seeing her always in different ways when encountering her visage.
I have thoughts with the memory of what she’s like in speaking of an age,
And in every thought she varies in accordance with her likeness.
Her love is thinking.
And I almost forgot to experience just thinking of her images
I’m not sure what I need, of this trans-image, and think nothing of her privileges.
I have an animated distraction.
When I desire to encounter her
I almost prefer that I don’t find her,
So as not to have to leave afterwards.
I’m not sure what I need, nor do I want to know. I just want to
Think about her.
I ask for nothing from anyone else, nor her, but seeing.

Fernanda Pessoa

I spent the whole night, without sleep, seeing, without space, her mirage,
Then seeing her always in different ways when encountering her visage.
I have thoughts with the memory of what she’s like in speaking of an age,
And every thought she varies in accordance with her likeness.
Her love is thinking.
And I almost forgot to experience her love in just thinking of her image
I’m not sure what I need, of this girl, and think nothing of this privilege.
I live in animated distractions: When I desire to encounter and envisage
I almost prefer that I don’t find her, so as not to have to leave her village.
I’m not sure what I need, nor do I want to know. I want to see with the sage.
I ask for nothing from anyone else, nor her, but seeing in kindness.
Her love is seeing.

David Scanlon (The poem as I see it may have become)

 

David Scanlon – England – (1963 – )

Pessoa, F. & Scanlon, D. (2018) Poems of Alberto Caeiro. In Portuguese and translated to English by David Scanlon. The Foolish Poet Press, Wilmslow, Portugal & England. I SPENT THE WHOLE NIGHT, WITHOUT SLEEP, SEEING, WITHOUT SPACE, HER MIRAGE. Page Number 22.

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só
Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.

Fernanda Pessoa

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada. Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar, Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela,
Amor senão pensar.

David Scanlon (The poem as I see it may have become – do not have skills enough in Portuguese to attempt to complete)

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa & David Scanlon – Portugal & England – (1888 - 1935) & (1963 - )

Caeiro, A. (1930)[1946] ”O Pastor Amoroso”  In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.). Ática: Lisboa.

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